Só o Instituto Dr. José Frota (IJF), de 1o a 24 de janeiro, recebeu 6.848 pacientes. Para tentar aumentar a capacidade de atendimento de urgência e emergência, o Ceará espera pelo total funcionamento de 46 Unidades de Pronto Atendimento (UPA). As quatro localizadas em Fortaleza estão pré-moldadas, mas ainda sem condições de inauguração. A promessa do Governo do Estado é de que, até março, estas sejam inauguradas. Porém, o impacto nos corredores dos hospitais pode não ser sentido.
Em todo o Ceará, 12 UPAs estão com suas instalações prontas e uma já em funcionamento, em Maranguape. Para inauguração no primeiro semestre estão sendo esperadas mais três unidades na Região Metropolitana de Fortaleza e cinco no interior. Na Capital, a primeira UPA a receber pacientes será a da Praia do Futuro, com compromisso de inauguração antes do Carnaval. Canindezinho, Coaçu e Henrique Jorge também serão sedes de unidades.
O titular da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), Arruda Bastos, pleiteou, nesta semana, junto ao Ministério da Saúde, a integração de 14 unidades das 32 já planejadas. A perspectiva, segundo ele, é conseguir a instalação de mais quatro. Destas, duas em Fortaleza. “Uma deverá funcionar próximo ao Castelão. O projeto das UPAs foi parte de um compromisso firmado para a Copa de 2014, mas estamos fazendo questão de inaugurar o quanto antes. A intenção é levar as unidades, principalmente, para microrregiões”, explicou.
Sobre a contratação de profissionais, que já foi polêmica, Arruda Bastos afirmou que a seleção será de responsabilidade municipal, exceto em Fortaleza. “Já há edital de seleção para contratação de 100 médicos, que deverão trabalhar na Capital”, garantiu o secretário.
CORREDORES LOTADOS CONTINUARÃO?
A expectativa é desafogar hospitais como IJF e Hospital Geral de Fortaleza (HGF), que têm, cotidianamente, seus corredores preenchidos por macas, pacientes e descaso com a saúde pública. Entretanto, no lugar de vazão ao atendimento, o que pode ocorrer é frustração. “No IJF o efeito das UPAs não será sentido de forma significativa”, pontuou o diretor médico do IJF, Messias Simões.
Conforme ele, o impacto das unidades será mais facilmente sentido nos Gonzaguinhas e Frotinhas.
“Para os pacientes que ficam no corredor e precisam de internação, o problema não será resolvido. Haverá sim, redução para pessoas que precisam de atendimento e exames”, ressaltou.
Nas UPAs, que funcionarão 24 horas, a população terá atendimento para problemas como pressão alta, febre, cortes, queimaduras, alguns traumas e primeiros socorros para infarto e Acidente Vascular Cerebral (AVC). Haverá prestação de socorro, controle da enfermidade e detalhamento diagnóstico, só depois os médicos das unidades avaliarão se é necessário encaminhar o paciente a um hospital ou mantê-lo em observação por 24 horas.
- As UPAs serão divididas em três portes:
I – atenderá de 50 a 150 pacientes por dia, com um pediatra e um clínico geral e equipada com 5 a 8 leitos
II – atenderá até 300 pacientes diariamente, com quatro médicos e 9 a 12 leitos
III – fará até 450 atendimentos por dia, com seis médicos e com 13 a 20 leitos
- A UPA de Maranguape já realizou 276 atendimentos
- Eusébio, Caucaia e Horizonte deverão receber suas UPAs até março
O Estado